Acordei com um belo banho de água gelada que a Jess havia
jogado em mim pra acordar. Havia acordado sem saber onde estava e a primeira
coisa que perguntei foi “Onde estão as crianças?’’ O Anthony tentou explicar
com calma que as crianças fugiram. Comecei a chorar, mas não desmaiei
novamente. Todos nós nos abraçamos.
As crianças na verdade haviam fugido do avião pouco antes
dele decolar. Elas sem saberem o caminho de casa, ficaram tocando no meio da
rua para conseguirem ao menos um dinheirinho pra um táxi, pois elas sabiam o
nome do bairro em que moravam, só não sabiam onde ficava. Enquanto elas estavam
tocando, elas conheceram um carinha de uns 10 anos chamado Joshua, mas que na
maioria das vezes o chamavam apenas por Josh. Ele tocava bateria e se juntou pra
tocar bateria com as crianças.
Enquanto isso, sem saber de nada, fomos para casa pra fazer
cartazes de ‘’desaparecidos’’. Ao mesmo tempo, que escrevíamos cartazes,
apareceu um empresário e produtor musical pelas ruas de Los Angeles que parou
para observar as crianças.
- Puxa… vocês tocam muito bem… Qual é o nome de vocês? –
perguntou ele.
- Bom, eu sou a Annie, ele é o Jeff, ela é a Ashley e ele é
o Josh. – respondeu Annie.
- Mas por que você está aqui tocando nas ruas de L.A. ? –
perguntou ele.
- É porque a gente quer juntar dinheiro pra um táxi… -
respondeu Annie.
- Você sabia que você pode multiplicar esse dinheiro? –
perguntou.
- Como? – perguntou ela.
- Venha comigo. – respondeu ele.
A partir disso, as crianças arrumaram os instrumentos e
entraram no carro do cara. Jeff acendeu um cigarro de maconha e assim que o
cara viu, ele também acendeu um.
Versão da Annie
No início, eu desconfiava daquele cara sinistro, mas depois
pensei no que todos nós já passamos e deixei pra lá. Ele estava nos levando a
um estúdio que era dele.
- Já podem sair do carro, crianças – disse o cara, cujo nome
era Steve.
Tiramos os instrumentos do carro, que era bem grande por
sinal, e entramos no estúdio.
O visual do estúdio era bem foda, ele tinha luzes negras em
vários lugares e tinha instrumentos por toda a parte.
- Toquem! – disse Steve.
- Mas nós vamos tocar o que? Sabemos várias músicas, mas não
sabemos por onde começar… - disse.
- Vocês têm alguma composição? – perguntou ele.
- Bom, a gente ainda não tem, mas em breve vamos começar a
compor… - respondeu Jeff.
- EM BREVE!? VAMOS COMPOR AGORA, SEUS FDP! – respondeu
Steve.
‘’Sentados na rua,
fumando maconha
A cidade estava
iluminada, porém parecia tristonha
Até que peguei minha
guitarra e comecei a tocar
Estava com uma grande
vontade de ao mundo gritar,
Gritar foda-se e
também começar a dançar, dançar, dançar
Até esse mundo fudido
acabar’’
- As notas são Em – Am. É apenas uma demo. Vamos gravar? –
perguntou Steve.
- VAMOOO! – respondemos.
Gravamos e fizemos uma demo e no mesmo dia mandamos pra
rádio da cidade.
Versão da Alice.
Estávamos de carro, perguntando pra todo mundo que víamos se
eles viram nossos filhos.
- Liga o rádio aí, Flea! Quero ver o que tá passando, se é
música boa… - disse John.
‘’Eu sou o Adam,e esse
é o programa Na Brasa e a próxima música agora realmente saiu do forno… e se
chama Cidade Tristonha’’.
- De quem será essa música? – perguntou John.
- Não sei… vamos escutar. – respondeu Anthony.
Depois…
- Pow cara, curti demais… Tô louco pra saber qual é o nome
da banda misteriosa. – disse flea.
‘’ E essa foi a música
da Smells like a pepper, banda de 4 crianças: Josh, Annie, Ashley e Jeff. E
esses pequenos que já são talentosos estão aqui na rádio.’’
- SÃO AS CRIANÇAS!!! RÁPIDO VAMOS PARA A RÁDIO!!!! – gritei.
‘’ Crianças, o que
motivou vocês a montarem uma banda foda já nessa idade?’’ – Perguntou Adam,
o radialista.
‘’Na verdade, estávamos
embarcando num avião com gente que a gente não conhecia, então fugimos do aeroporto
e terminamos na rua perdidos de nossos pais, e aí tivemos a ideia de tocar pra
ganhar dinheiro suficiente pra pegar um táxi até a nossa casa, pois não
sabíamos onde ficava o nosso bairro, só sabíamos o nome. Lá na rua, conhecemos
o Josh, nosso baterista, que também estava perdido. A partir disso nos juntamos
e montamos o Smells Like a Pepper, título baseado na banda de nossos pais: o
Red Hot Chili Peppers.’’ – Disse Annie.
‘’Pera aí, você tá me
dizendo que é filha dos Peppers, os reis do sox on cox?’’ – Perguntou Adam.
‘’Sim, e eles nos
levaram a esse mundo da música. E todos temos muito orgulho deles.Continuando,
encontramos com o Steve, que nos fez uma proposta de nos produzir. – Completou
Annie.
Abri a porta com tudo e gritei:
- ANNIE, JEFF, ASHLEY! VENHAM CÁ!
Os três imaginaram que eu ia dar uma bronca, pois minha cara
estava um pouco estranha.
- NÃO SABÍAMOS QUE VOCÊS ERAM TÃO FODAS ASSIM! VAMOS DAR UM
ABRAÇO COLETIVO. – gritou Jess.
Nos abraçamos e eu agradeci ao Adam e ao Steve. Também
troquei telefone.
1991. Os peppers estavam mais inspirados do que nunca. Mas
também mais drogados do que nunca. Haviam boatos de que o John sairia da banda,
mas ele nunca tinha comentado isso nem comigo nem com a Jess, então isso não
era levado ao caso. Os peppers estavam com um novo e renomado produtor musical,
o Rick Rubin e também mudamos de gravadora, pois houveram alguns problemas com
a EMI e então mudamos para a Warner. Os peppers estavam tão noiados que
pensavam em sexo o tempo todo.
- Qual é, Jess? Vamo dar um irmãozinho pra Ash… Vem cá
gatinha, NOW SUCK MY DICK!Sinta o poder da minha ereção sangrando, gata, ela
deve estar tão maluca que acho que você terá a mesma sensação de estar fumando
maconha… Você sabe que é uma delícia gata… - disse John.
- PARA COM ISSO JOHN! FIZEMOS ISSO MEIA HORA ATRÁS VOCÊ JÁ QUER DE NOVO? AH VÁ LAMBER ESPERMA
JOHN AFFFFF – respondeu Jess.
- Que isso gata, vem cá, vem dar chifre nas minha guitarras,
se você quiser eu te dou uma palheta pra tocar minha guitarra… - disse John
agarrando a Jess.
- Ai John, você sabe que eu não resisto a uma guitarrinha… -
Disse Jess se entregando.
Enquanto isso…
- Ideias, ideias, preciso de ideias… - disse Anthony.
- Esse verso que o John falou é bem legal… - disse acendendo
mais um cigarro de maconha…
- Mas é só um verso… QUERO MAIS! – gritou Anthony.
- Ow Ant, não conta pra Jess, mas eu fiz uma música pra ela,
chamada I could have lied. Veja a letra se ficou boa… - disse flea.
O Ant leu e depois eu li e… cara que perfeição!
- ESTÁ PERFEITO, FLEA! – disse.
- Ah, que é isso, Liz… São seus olhos… - disse flea dando
uma risadinha gostosa.
- Liz, vamos matar aquela saudade… Quero fazer um sexo
mágico contigo, Liz Delizzzia… - disse o
ak.
- Você é tão criativo, Ant… Mas é que eu tô menstruada… Vai
ser meio estranho deixar seu pau cheio de sangue…
- Besteira, Liz! Assim deve ser mais gostoso… Vem cá, gata…
- disse ele tirando minha roupa.
Aquela foi uma noite bem cansativa. Não sei de onde tirei
energia pra transar com o ak. Ele tava tão sexy e louco pra transar… Que deus
grego… Nunca mais tive uma noite daquelas…
- CREDO! MATARAM A LIZ E O ANT! NÃÃÃÃÃO!!!! – gritou Jess.
- Jessssssssss… - disse sonolenta.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA – gritou Jess desesperada.
- O que foi, Jess? – Perguntou John.
- Mataram a Liz e o AK e agora estou escutando uma voz me
chamando toda hora… - disse Jess.
- Espere! O coração dos dois está batendo… E eles estão
respirando! ELES NÃO ESTÃO MORTOS, JESS! – disse Flea.
- Eu disse que transar menstruada não era uma boa ideia,
Ant! – disse.
- Mas Liz, foi tão bom… e tão doce… - disse Ant.
- MAS VOCÊS QUASE ME MATARAM DE SUSTO NÃO É, ANTHONY? –
disse Jess.
- Bom… Mas ninguém mandou você abrir a porta, né Jessica? –
disse ele.
- GENTE VAMO PARAR COM ISSO! SÓ FOI UM SUSTO… - disse Flea.
- TIVE UMA IDEIA PRO NOME DO NOVO ÁLBUM! PARA CARACTERIZAR
ESSA MELHOR FASE DE TRANSAS, A GENTE PODERIA CHAMAR O ÁLBUM DE BLOOD SUGAR SEX
MAGIK! QUE TAL??? – gritou o ak.
- Érr, pode ser – disse Flea, que estava chateado, pois nunca
mais tinha transado.
- Boa ideia, Ant! – disse John.
E a partir do título para o novo álbum, começamos a escrever
uma música que era a faixa-título…