quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Capítulo 18: Standing in line to see the show tonight...


Continuamos na cama conversando pelados e pegamos no sono e tínhamos esquecido de trancar a porta. No dia seguinte, as crianças acordaram antes de nós e bateram na porta, mas assim que perceberam q tava aberta, abriram.
– M-M-M-M-M-M-M-M-M-M-MÃE? – gaguejou Annie.
– P-P-P-P-P-P-P-P-P-P-P-P-P-P-P-P-P-AI? – gaguejou Jeff.
– Não é nada do que vocês estão pensando… - disse.
Assim que eu disse, os dois saíram correndo. (acho que eles não esqueceram dessa cena até hoje).
O Ant levantou, se vestiu e foi botar o café pras crianças. Tomamos café e vesti as crianças e fomos fazer um passeio pela cidade.
Visitamos lugares incríveis pela pequena vila que estávamos e depois paramos pra comer.Entramos num tradicional restaurante mexicano. Mas assim que eu dei a primeira mordida, minha boca queimou (ainda bem que a comida das crianças não haviam chegado ainda). Não era a comida que estava quente, mas era a PIMENTA CHILI.Eu não tinha pedido pimenta. Meus olhos começaram a chorar sem querer.
Ao ver a minha expressão, Ant falou:
– Você disse que gosta de Red Hot Chili Peppers… - disse ele na maior cara de pau.
– ANTHONY! Você sabe muito bem o sentido daquela frase que eu falei… - disse.
Ele me puxou e me beijou (confesso que foi um beijo bem quente, porque ele já tinha comido um pouco do prato apimentado dele). Depois, falei pra ele que ia no banheiro e assim que eu saí,ele foi pedir uma sobremesa. Ant pediu pra um cara que trabalhava no restaurante pra olhar as crianças. Ant foi rápido: foi lá pedir a sobremesa, pediu a conta e correu direto para as crianças. Depois passeamos mais um pouco e fomos pra casa. Ant me disse que naquela noite ia ter um festival de rock. Ele disse que chamaram os Peppers pra tocarem, e aceitaram, mas depois do acontecido, eles cancelaram.
Deu seis da tarde e comecei a me arrumar e arrumar as crianças pro festival. Eu arrumei as crianças e elas ficaram parecendo umas roqueirinhas. A coisa mais fofa do mundo. Bom, e eu me pintei toda e vesti umas roupas dark. Enquanto eu tava me arrumando, Ant também tava.
– Já que estamos no México por esse tempo, o que você acha de eu deixar o meu bigode crescer? – perguntou ele.
– Ant, você está lindo desse jeito… não sei se você ficaria bem de bigode… mas não custa tentar… - disse.
– Bom, então já que não custa tentar… - disse ele pegando alguma coisa na gaveta.
– Tchãrã! – disse ele com um bigode na cara.
– Ant! Você disse que ia deixar crescer! – disse rindo.
– Mas eu fiquei curioso demais, Liz… - disse ele.
– Cara, você tá estranho. – disse rindo.
– Então se acostume com um bigode de verdade… - disse ele.
As crianças já ficaram impacientes com a demora e resolveram entrar no quarto.
– BUU! – gritou Ant.
– Pai? – disseram Annie e Jeff rindo.
– Pai, você tá engraçado… - disse Jeff.
– Mas o que vocês acham de deixar o meu de verdade crescer? – perguntou ele tirando o bigode falso.
– Deve ser legal. Deixa crescer! - disse Annie.
– Então tá bom, filha. Papai vai deixar crescer. – disse Ant.
Ant é muito família. Até um bigode é decidido pela família… Esse Anthony…
– Podemos ir, madame? – perguntou Ant.
– Sim, sir Anthony Kiedis. – disse.
O festival era ali pertinho, então fomos a pé. Chegando lá, haviam mexicanos e norte-americanos de cabelo grande, pintados, muito loucos. Rolou muita loucura e os mexicanos gritaram ‘’Arrrrrrrrrriba!’’ a primeira banda foi Nirvana. Era uma banda grunge nova na parada. Tinha só 1 ano. Na época, a banda era composta por Krist, Kurt e Dale. Era um som muito irado. Como tínhamos chegado em cima do horário, ficamos nos fundo. Mas a voz do Kurt dava pra escutar direitinho. Ant me disse que ele era amigo dele. Se a Jess tivesse aqui, ela ia gritar ‘’GOSTOOOOOSOOOO’’ pro Kurt (melhor eu nem me lembrar disso). Quando estava no meio do show do Nirvana, conseguimos ir pra frente e ficar em frente ao palco.
Depois que acabou o show do Nirvana, tocou uma bandinha que eu não sei o nome e depois tocou a atração mais esperada da noite: o Guns n’ Roses.
Os mexicanos endoidaram. Tiveram uns que até desmaiaram. Todos começaram a gritar. Foi uma loucura. Eu gostava do Guns e queria assitir o show deles, mas o Anthony queria conversar com os caras do Nirvana.
Haviam uns seguranças lá, mas reconheceram o Ant e o deixaram entrar no camarim (acho que o cara pensou que ia rolar show dos peppers). Entramos lá. O camarim era meio organizadinho, mas haviam um punhado de droga lá.
– Anthony? – perguntou Kurt.
– Sim, sou eu mesmo, cara! O show de vocês foi muito massa! – disse ele abraçando os caras do Nirvana.
– Ah, obrigado. E aí, cara, o que cê tá fazendo aqui no México? – perguntou Kurt.
– Bom, os peppers se separaram por um tempo, porque o Hillel se foi.Morreu de overdose de heroína. Então resolvi vir pra cá pra pensar um pouco na vida. Mas não consegui fazer isso sozinho. Então chamei a Alice, que é a minha garota e os meus filhos Annie e Jeff. – disse Ant.
– Prazer, Kurt. – disse ele.
– Prazer, Alice, mas todos me chamam de Liz. – disse.
– Oi, gracinhas! – disse Kurt para Jeff e Annie.
– Oi! – disseram os dois.
Nossa, Kurt era muito lindo. Desculpa Ant, mas o Kurt era a coisa mais linda que eu já vi…
– Puxa cara… sinto muito… o Hillel era muito gente boa… - disse Kurt.
– Oi Ant! – disse Krist.
– E aí cara, como vai? – perguntou Ant.
– Tô bem fazendo aqui uns shows… Ah, e esse é o novo baterista do Nirvana, Anthony, esse é o Dale. Dale, esse é o Anthony, nosso amigo. – disse Krist.
– Prazer Anthony. – disse Dale.
– Prazer Dale. – disse Ant.
– Ah, e essa é a Alice (ou Liz), e meus filhos Jeff e Anne. – disse Ant.
– Ah, prazer Liz. – disseram Krist e Dale.
– Prazer. – disse.
– Cara, você já é pai? – perguntou Krist.
– Sou… - disse Ant.
Kurt acendeu um cigarro.
– Cara, para com isso… - disse Ant.
– Mas isso é muito viciante, cara! – disse Kurt.
– Tá… se você quer acabar com a sua vida… - disse Ant.
Nisso, enquanto estávamos distraídos conversando, as crianças viram uma bola gigante do outro lado daquele lugar e correram até ela. Ninguém tinha prestado atenção e os seguranças caíram no sono. Conversamos mais um pouco e depois de uns 15 minutos perguntei:
– Ant, cadê as crianças?
Ele olhou ao redor e nenhum sinal delas.
– Tchau galera! – disse ele rapidamente.
– Tchau… - disseram os caras.
Saímos correndo.
– Hola! Vistes uns chicos corriendo? – tentei improvisar um espanhol.
– No. – disse um mexicano.
E assim passamos aquela noite perguntando e procurando aquelas crianças.

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